domingo

Nenhum dos dois era o certo, também não eram errados

Ela não acreditava em príncipe encantado, até porque ela nunca foi princesa o suficiente para entender que depois do “final feliz” vinha o começo feliz de outra história; pensava que os filmes da Disney ensinavam isso para a instituição familiar não ser extinta e a população mundial não acabar, uma vez que a manipulação em massa é muito mais eficaz do que deteriorar a qualidade dos preservativos. Ele não via diferença entre final e começo, no escuro todos são iguais, e ele adorava o escuro, principalmente se este viesse acompanhado de uma música bem alta e tequila. Ela quase vomitava o próprio estômago de preocupação, entretanto nada tirava a calma do rapaz. Ninguém fazia o tipo dela. Todas faziam o tipo dele. Até que um dia eles se conheceram. Não, eles não “trocaram telefone, depois telefonaram e decidiram se encontrar”, estavam bem longe de ser Eduardo e Mônica. Personalidades fortes se cruzando com uma velocidade absurda, não teve como segurar. Ela o olhava com cara de “vou te matar” e ele sorria de volta com um ar de “eu não me importo”. Brigavam pelo olhar antes mesmo de arranjarem um motivo. Nunca vi aqueles dois trocando uma declaração de amor, um “eu te amo” era banal no vocabulário deles, um “eu te odeio” bem posicionado era bem mais valioso. Os elogios eram feitos a base de xingamentos, talvez porque, apesar de todas as imperfeições, as qualidades se sobressaíam de tal forma que eles não queriam deixar transparecer. Ou , possivelmente, porque brigar valia a pena por aquele beijos no final da discussão, ou no meio, no começo, não importava. Ele era só um cara com um perfume bom. Um cara que virava “o” cara quando chegava perto dela. Ele esquecia do escuro, da tequila, vodca ou o que quer que fosse, até falava o que estava entalado na garganta há semanas. Nada era relevante, uma vez que a conexão que eles tinham era tão forte que dava choques até em quem via. Mas também não eram um casal de novela; eles eram a própria novela. Iam e voltavam, confundiam-se o tempo todo, enjoavam e queriam mais. Não chegava a ser amor, entretanto, um com o outro, eles aprenderam que cada um tem o seu jeito de expressar sentimentos e que quanto mais tentamos explicá-los, menos conseguimos entender. Com eles eu vi o primeiro “já volto” com gosto de “é pra sempre”, sem ser naquele tom de “a certinha que se apaixonou pelo cafajeste”. Nenhum dos dois era o certo, também não eram errados.

- Eles apenas tiveram o tipo de paixão que todos deveriam ter em algum momento da vida, nem que fosse só por um dia.

Autor Desconhecido.

4 comentários:

  1. Olá,vim visitar seu Blog,super amei e já estou super curtindo a fanpage,parabéns por seu cantinho.

    Gostaria de te convidar para conhecer meu Blog e se gostar e puder curtir a fanpage também,será muito bem vinda,sinta-se em casa!

    http://emcasademaria.blogspot.com

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    1. Muito obrigada pela visita !
      Seguindo seu blog, adorei ♥

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  2. Estou alegre por encontrar blogs como o seu, ao ler algumas coisas,
    reparei que tem aqui um bom blog, feito com carinho,
    Posso dizer que gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns,
    decerto que virei aqui mais vezes.
    Sou António Batalha.
    Que lhe deseja muitas felicidade e saúde em toda a sua casa.
    PS.Se desejar visite O Peregrino E Servo, e se o desejar
    siga, mas só se gostar, eu vou retribuir seguindo também o seu.

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    1. Ahhh fico grata por isso, é muito bom "ouvir" palavras com carinho dos leitores.
      Obrigada pela visita *-*

      irei visitar o seu blog tbm !

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